Se existisse um prêmio para pessoas desorganizadas, eu certamente seria digno de um. Não importa o quanto eu me programe, quanto tempo passo tentando me organizar, estipular metas pessoais para escrever tantas palavras por dia, que todos os dias desse ano assistirei ao menos um filme, que eu finalmente vou conseguir tirar projetos antigos da gaveta, eu sempre acabo dando um jeitinho de simplesmente não fazer nada do que eu tinha programado. Preciso ser bem enfático com isso:
N
A
D
A
.
Talvez seja minha falta disciplina, fruto da minha mania feia de não aceitar muito bem autoridade (incluindo a minha, e antes que alguém diga alguma coisa, ou pense, já venho trabalhando nisso há um bom tempo, tá?), que me faz ter uma pontual indisposição toda vez em que decido estipular tarefas para mim. E me faz ter uma maior ainda toda vez em que penso em executar alguma delas. Além de, claro, ser culpa do meu próprio inconsciente, que quer fazer muito ao mesmo tempo, tem várias ideias ao mesmo tempo, mas não me deixa fazer nada, porque ele está constantemente me culpando por eu não ser capaz de fazer nenhuma delas (quando a culpa de algo for sua, ponha a culpa em seu subconsciente. É bastante efetivo). E eu achava que poderia seguir tranquilo assim, sem pressa, sem tomar nenhuma atitude com relação a isso, e só deixar o vento levar, como essas músicas da nova mpb e alguns quadrinhos good vibes do Facebook dizem que você deve seguir sua vida.
O grande problema, e algo com o qual eu não estava contando, era que esse meu conforto particular - porque toda desorganização é um conforto - iria me consumir de maneira tal que eu não estaria preparado para o mínimo de mudanças na minha rotina, por mais que eu achasse que estivesse. E foi somente quando algumas coisas incríveis aconteceram comigo no mês de agosto, que mudaram o curso do meu ano, que pude sentir o peso da minha própria desorganização.
Com esse peso, veio também a ficha: essa minha posição diante da minha própria desorganização nada mais era do que uma fruto da minha imaturidade em certas áreas da minha vida - e essa inclusa. O que é uma falha terrível pra alguém que acha que tem um nível de maturidade bem decente. E nesse último mês, venho procurando ser uma pessoa mais disciplinada com relação a algumas coisas, pra tentar concertar minhas falhas nesse quesito.
Passei a comer melhor, porque minha saúde não estava lá a melhor das coisas, voltei a ler com uma frequência até boa, me organizei em séries atrasadas, e estou desenvolvendo meus projetos de uma forma mais focada que antes. E o blog voltou agora, como uma forma de exercício da minha própria disciplina, não só com relação à escrita, mas também de determinar postagens no mínimo semanais, para começar, e ter essa periodicidade, o que será bastante feliz para mim, se tudo der certo.
Mesmo que já estejamos no final de Setembro, há dois meses da última - e primeira - postagem que fiz no blog, finalmente acordei.
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